Conheça as tendências tecnológicas que estão remodelando a indústria da moda

31 Jul 2018

FONTE: Giada Pezzini, LsRetail.com

A mudança na cultura do consumo atingiu todos os setores do varejo e as marcas de luxo não são exceção. O sucesso global de varejistas fast fashion como as marcas H&M, Zara e Uniqlo, gerou um impacto considerável na indústria da moda e obrigou os varejistas a se ajustarem a um modelo de negócios em evolução.

Mudanças no consumo:

Considerados como negócios disruptivos no mundo fashion, as marcas de fast fashion têm constantemente alcançado vendas anuais de dois dígitos nos últimos 5 anos. O segredo?Elas estão encurtando a duração do ciclo da moda e proporcionando aos consumidores uma gratificação instantânea: produtos mais acessíveis inspirados nos modelos recém lançados das marcas que eles mais desejam. Embora muito cautelosos com o uso da tecnologia, muitos varejistas de moda de luxo reagiram repensando seu negócio desde o produto a experiencia do cliente, com foco em vendas e-commerce e personalização.

 

O novo comprador de moda de luxo:

O novo comprador de moda de luxo quer mais canais de compras e busca recompensas por sua lealdade em todos os setores. O envolvimento com esse novo consumidor de luxo é uma oportunidade para os varejistas mudarem a conversa sobre preço para uma conexão mais profunda, focada nas experiências, na qualidade e nos sentimentos que os produtos de luxo trazem para seus compradores.

Conheça as maiores tendências tecnológicas que estão reformulando a indústria da moda e luxo:

 

1. Materiais Alternativos:

O avanço da tecnologia de materiais está tendo um enorme impacto no mercado de roupas e acessórios de luxo. No baile Met Gala 2016, em Nova York, uma colaboração entre as marcas Marchesa e IBM produziu um vestido de última geração iluminado em cores diferentes com base no sentimento dos expectadores, que enviavam mensagens via Twitter. 

Nos últimos meses, temos visto uma tendência crescente no uso de tecnologia para criar novos tipos de tecidos: da seda de Stella McCartney, inspirada pelas teias e DNA das aranhas, à cashmere vegetal (ou tecido de soja) de Linda Loudermilk. Houve um aumento considerável do “varejo eco-luxo”, com consumidores exigindo alternativas às matérias-primas tradicionais, como couro sem ser animal. 

As marcas de luxo também vêm acompanhando os fabricantes de roupas esportivas inovadoras na criação de tecidos, com foco em funcionalidade e tecnologia. Os uniformes da Ralph Lauren para as equipes olímpicas dos Estados Unidos apresentaram um sistema de aquecimento feitos de condutores eletrônicos de calor, impressas em tintas de carbono no interior das jaquetas dos atletas.

 

2. Serviço individualizado:

Os varejistas de moda de luxo estão usando tecnologia para capacitar os funcionários das lojas físicas, permitindo que eles ofereçam conhecimento profundo e assistência completa para igualar, e até superar, o volume de informações que os clientes podem encontrar online. O software Clienteling Point of Sale (POS) é uma inovadora ferramenta que está sendo muito utilizada pelos varejistas, pois oferece uma visão completa dos produtos para que os funcionários possam oferecer uma experiência completa e personalizada nas lojas físicas de luxo. Os clientes buscam dicas de estilo, outros produtos que possam complementar a compra, informações detalhadas sobre os itens e a possibilidade de já sair do local com a compra – o software Clienteling POS permite que os membros da equipe cumpram todos esses requisitos e muito mais.

 

3. Personalização:

Muitos varejistas de moda estão investindo em tecnologia que alimente uma experiência mais pessoal para seus consumidores, com o objetivo de gerar lealdade e engajamento. Os varejistas estão utilizando softwares de inteligência artificial para fornecer recomendações de produtos personalizados na loja física e online. O objetivo é antecipar as necessidades dos clientes e se certificar de que eles não migrarão para o concorrente. Com uma recomendação forte e personalizada a marca consegue impressionar os clientes, aumentando a taxa de conversão, valor do pedido e mantendo a fidelidade.

 

4. Mobilidade:

Os consumidores de hoje utilizam o celular para tudo, desde pesquisa até pagamentos. Os varejistas de moda de luxo estão explorando essa facilidade e desejo de fazer compras a qualquer hora, em qualquer lugar, tudo através do celular: pesquisa, compra, pagamento, aproveitando ofertas e outras facilidades. Para aproveitar ao máximo esta tecnologia, muitos varejistas estão utilizando notificações, geolocalização e outras funcionalidades para influenciar e envolver os clientes. 

 

5. Lojas experienciais:

Atualmente, 92% das vendas de luxo ainda ocorrem em lojas físicas, mas o e-commerce está cada vez mais estabelecendo a referência de como deve ser uma experiência de compra. Para manter o tráfego alto os varejistas de luxo estão utilizando a tecnologia, explorando a inteligência artificial e a realidade aumentada para aprimorar a experiência online.

Em Londres, a Tissot permite que os compradores experimentem seus relógios de luxo virtualmente nas vitrines da Selfridges e da Harrods. Já a Christian Dior desenvolveu óculos de realidade virtual chamados “Dior Eyes”, que mostram para os clientes uma prévia dos bastidores dos desfiles da marca. 

Em Nova York, a flagship Rebecca Minkoff possui uma vitrine inteligente que sugere novos looks quando as pessoas passam na frente. Nos provadores os espelhos interativos permitem que os clientes definam a intensidade da luz, para ver como seria a roupa num dia ensolarado ou em um ambiente escuro. Com um simples clique eles também podem solicitar tamanho e cores, tudo no espelho do provador. O resultado? As vendas aumentaram mais de 200% ao ano desde a instalação.

 

6. Startups de luxo:

No ano de 2017 houve um grande aumento de empresas iniciantes responsáveis por elevar o patamar dos varejistas de luxo, colocando-os no novo mundo digital. O mundo online viu o surgimento de varejistas de luxo, como a FarFetch, que vende produtos de luxo online para qualquer lugar do mundo. 

Outro segmento em ascensão é o de aluguel de luxo. Empresas como a Rent the Runway e Girl Meets Dress tornaram-se muito populares ao oferecer aluguel de roupas e acessórios de luxo, permitindo aos consumidores usarem produtos de qualidade premium e status.

A startup de tecnologia Heuritech lançou recentemente uma plataforma que usa inteligência artificial para identificar e prever tendências com base na análise de milhões de imagens compartilhadas nas redes sociais.

Marcas de luxo de varejo têm sido criticadas por serem lentas na implementação de inovações digitais, mas está claro que há um futuro brilhante pela frente. Os varejistas de ponta estão repensando suas estratégias, reconhecendo que a digitalização é a chave para a eficiência da cadeia de suprimentos, menores custos de aquisição e fornecimento de novos materiais alternativos.

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