Até o final de 2018, o mercado mundial de bens de luxo terá crescimento de 6 a 8%, passando para 276-281 bilhões de Euros.

Fonte: Bain & Company

Uma tendência positiva deve impulsionar o mercado de luxo ainda este ano, com previsão de alcançar 6 a 8% de crescimento, representados por 281 bilhões de euros. A China e a Geração Millenial são os aceleradores desta indústria que pode representar globalmente 350 bilhões de euros até 2025. Esses são os principais destaques do relatório da Bain&Company, principal empresa de consultoria mundial para a indústria de bens de luxo. Claudia D’Arpizio, sócia da Bain&Company, afirmou: “Flutuações cambiais irão impactar o mercado, mas espera-se que uma tendência saudável continue em todas as regiões no segmento de luxo. Os consumidores chineses continuam a se destacar como impulsionadores do setor e estão muito avançados em termos de tendências de moda e cenário digital, acelerando a industria da moda para a mentalidade da geração millenial.

Dinâmica regional do mercado de luxo:

Nos Estados Unidos, o mercado de luxo se beneficiou de um dólar mais baixo, pois os compradores da Ásia e da Europa investiram forte nas compras na região e os consumidores locais foram atraídos para o mercado de luxo novamente. O Canadá demonstrou um crescimento significativo, enquanto o desempenho da América Latina mostrou-se misto. A região das Américas, como um todo, deve crescer entre 3 e 5% ainda em 2018. 

Já a Europa foi impactada por um euro mais caro, o que dificultou as compras dos turistas. Alguns países como Rússia, França e Suíça se beneficiaram do consumo mais forte, enquanto o Reino Unido e Alemanha experimentaram a desaceleração. A Bain&Company prevê um crescimento de 2 a 4% para a região.

Espera-se que a China seja responsável pela maior parte do crescimento em 2018: o relatório prevê que esse mercado cresça de 20% a 22%. As marcas estão aprendendo como atender aos consumidores locais, geralmente jovens e fortemente influenciados pelas mídias sociais.

As compras de turistas aumentaram a economia no Japão, especialmente Tóquio e Osaka, embora tenham sido parcialmente redirecionadas para serviços e não produtos. Influenciadores digitais e mídias sociais são importantes aceleradores de consumo para os clientes japoneses das gerações jovens. A Bain&Company prevê um crescimento de 6 a 8% para a região.

O restante da Ásia continua a sua trajetória de recuperação do mercado de luxo. A Coréia do Sul se beneficia de turistas da China, porém as tensões políticas na região podem ter um impacto negativo nas tendências de crescimento de 2018. A Bain&Company acredita que esta região poderá crescer entre 9% e 11%.

Espera-se que o resto do mundo se mantenha igual ou cresça até 2%. Dubai está estável mesmo apoiada por turistas internacionais, enquanto a Austrália está preparada para iniciar uma fase de crescimento.

 

Tendências para o mercado de luxo até o final de 2018:

O relatório Bain&Company identificou as tendências que impulsionarão o mercado de luxo em 2018 e no futuro:

  1. Consumidores chineses em primeiro lugar: eles serão a nacionalidade chave para impulsionar o crescimento do mercado de luxo. Os compradores na China são jovens, cada vez mais informados sobre moda e conscientes da equação custo-benefício.

  2. Múltiplos cliques: o cenário online continua a ganhar espaço à medida que se mistura com as lojas físicas. A mídia social continuará a influenciar as vendas, principalmente para clientes jovens.

  3. Casual e Streetwear: os produtos de streetwear tiveram um crescimento forte em 2017, impulsionados pela busca de produtos casuais por jovens consumidores de bens de luxo. Este segmento continua sendo a porta de entrada de novos clientes no setor de luxo.

 

Crescimento considerável para elevar a indústria a novos patamares:

Projetando o ano 2025, a Bain&Company espera um crescimento de 4 a 5% ao ano, aumentando o tamanho do mercado para 390 bilhões de euros. “As marcas de luxo devem se portar como mestres de seu próprio destino. Os consumidores estão sendo impactados pelas estratégias direcionadas e as marcas de melhor desempenho já estão conquistando os clientes das gerações futuras.”, disse a co-autora do relatório da Bain&Company, Federica Levato. 

 

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