As agências de viagens de luxo devem prestar atenção às tendências do varejo de alta padrão

21 Nov 2017

Os gastos em bens de luxo frequentemente acompanham os movimentos do segmento de viagens de luxo. Um recente relatório mostrou uma forte conexão entre viagens e lojas de varejo de alto padrão.

FONTE: Laura Powell, Skift.com

A pesquisa Global Powers of Luxury Goods 2017 da agência Deloitte explorou as maiores empresas de bens de luxo mundiais com base nas vendas. Embora as agências de viagens não estejam incluídas no estudo, muitas das descobertas da pesquisa são relevantes para as marcas que têm interesse em impactar os consumidores internacionais com interesse em investir em experiências.

Segundo a pesquisa, "consumidores dos mercados emergentes continuam a impulsionar o mercado de luxo. Na China, Rússia e nos Emirados Árabes, a porcentagem de consumidores que afirmam ter aumentado seus gastos foi de 70%, em comparação aos 53% dos consumidores de mercados mais maduros como Japão, Estados Unidos e União Européia."

Grande parte desses consumidores de mercados emergentes realizam seus gastos de luxo enquanto viajam. Em média, quase metade das compras de luxo são feitas por consumidores em viagem: 31% em um país estrangeiro e 16% no aeroporto. No entanto, a média sobe para 60% para consumidores de mercados emergentes, que podem não ter acesso ao mesmo tipo de produtos encontrados em mercados desenvolvidos.

Em seguida, olhando para o comportamento de compra por geração, a mais antiga é a mais propensa a comprar bens de luxo em casa. Portanto, os destinos que procuram atrair turistas internacionais de alto padrão devem se concentrar em oportunidades locais de compras de luxo para os Millennials de regiões emergentes.

Embora o relatório se concentre no setor de varejo de luxo, muitas tendências são paralelas ao que está acontecendo na indústria de viagens. Por exemplo, a Deloitte observou que o mercado de bens de luxo mudou do “foco no físico para o foco na experiência e no sentimento despertado pelo luxo. O status tornou-se menos sobre o que eu tenho, e mais para o que eu sou; tornando-se mais ético, de bom gosto e sensato.” Esse movimento é similar às tendências de viagens recentemente analisadas através do relatório Skift New Luxuring.

A pesquisa também considera as perspectivas econômicas globais, que diz ser um desafio para as marcas de luxo o lento crescimento dos mercados maduros, ligado à contratação protecionista contra a globalização e o crédito problemático em alguns mercados. Os Estados Unidos ainda lideram o mercado de luxo, embora os gastos tenham diminuído devido à alta taxa do dólar e à consequente desaceleração de turistas estrangeiros. A China tem chances de logo ultrapassar os Estados Unidos, mas o relatório ainda mostra que a incerteza econômica está diminuindo a confiança dos consumidores.

Para conhecimento de todos, a pesquisa Deloitte, que observou as maiores marcas de luxo de 2017, elegeu como marca número um do mercado de luxo o conglomerado LVMH Moët Henessy Louis Vuitton SE, a empresa-mãe da marca de moda Louis Vuitton.

 

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