Por que as marcas de luxo precisam estar no ambiente digital?

26 Sep 2017

Enquanto muitas marcas importantes estão demorando para penetrar no mundo digital, os consumidores já o fizeram. Agora as marcas precisam mergulhar na digitalização ou serão esquecidas por compradores e investidores.

Fonte: Morganstanley.com

Ficar fora do ambiente online não é mais uma opção para as grandes marcas de luxo, principalmente se elas quiserem estar onde estão seus compradores. As principais marcas de luxo do mundo da moda foram construídas com o conceito de exclusividade e até o momento necessitavam de uma presença online mínima. Porém, os compradores são dependentes da internet, e de acordo com o relatório da Morgan Stanley Research, a diminuição das vendas de bens de luxo fez com que as marcas reconsiderassem a presença digital.

Mergulhar no digital significa estar acessível para todos. O varejo de luxo pode impactar seu público-alvo de forma direta, e quem sabe ainda expandir sua audiência para um público que antes tinha dificuldade de encontrá-lo. Consumidores podem usufruir do que eles mais gostam em suas marcas favoritas. Enquanto isso, para os investidores, um engajamento online das marcas de luxo com seus consumidores pode significar vendas mais robustas e novas vias de crescimento - desde que eles saibam quais companhias estão maximizando seus investimentos digitais.

De fato, espera-se que o mercado de luxo online cresça a uma taxa anual de 15% ao ano até 2020, comparado com a taxa anual de crescimento de 2% a 3% projetada para marcas de luxo de bens pessoais, de acordo com o relatório Bain-Altagamma.

Vá onde estão os compradores:

Não há dúvidas de que as marcas de luxo ainda prefiram interagir pessoalmente com seus compradores. O serviço exclusivo e diferenciado, com “luvas brancas”, é uma tradição que muitos consumidores prezam quando eles compram produtos de luxo, de sapatos e bolsas até relógios e roupas. No entanto, mais de 60% das compras de luxo são influenciadas pelo meio digital – os compradores pesquisam online e compram na loja, ou ainda compram online e retiram na loja; de acordo com a recente análise do relatório Boston Consulting Group.

“Com a baixa presença em E-commerce e redes sociais por parte das marcas de luxo, surge uma grande oportunidade de aumentar o engajamento direto com o consumidor, principalmente porque os consumidores mais jovens estão aumentando o tempo que ficam conectados”, afirma Louise Singlehurst, especialista no setor de bens de luxo e marcas.

Marcas que iniciaram sua jornada no mundo digital já estão vendo resultados positivos. Como exemplo, o tráfego no site e vendas de uma importante marca de vestuário e bolsas aumentou após o lançamento de uma nova plataforma digital mais amigável e interativa. Louise Singlehurst acrescenta que marcas podem explorar a estratégia de multicanais, unindo loja física e experiência online, como promoções online exclusivas e a opção de comprar pelo site e retirar na loja física, o que poderá aumentar o volume de vendas na loja física.

Encontre líderes digitais de luxo:

Digitalizar uma marca não é algo simples e rápido. “Desenvolver estratégias digitais é um processo de muito tempo que requer mudanças na organização”, acrescenta a especialista Louise Singlehurst. “Adotar uma estratégia digital que cruze todos os setores de uma empresa pode ser oneroso e requer uma abertura cultural para fazer negócios de uma forma inovadora.”

Os investidores que desejam mergulhar na onda digital de marcas de luxo podem acompanhar o progresso em algumas áreas de análise digital:

  1. Hardware: as marcas de luxo precisarão ter a cadeia de suprimentos e a infraestrutura de atendimento para atender os clientes em todas as etapas do processo de compra. Elas também devem ser capazes de ajustar sua cadeia de suprimentos baseado em demandas sazonais.

  2. Tecnologias: a medida que as iniciativas digitais crescem, as marcas precisarão de softwares flexíveis e tecnologias que suportem processos multicanais, e que ainda sejam fáceis e econômicos para atualizar.

  3. Análise de dados: isto refere-se à habilidade da marca em coletar e utilizar dados para aprimorar eficiência e performance. “Nós acreditamos que isto pode ser um grande diferencial para as marcas e resultar em ganhos se bem aproveitados”, diz Louise Singlehurst.

  4. Organização: um esforço digital bem sucedido e sustentável precisa ser uma responsabilidade de todos os setores da empresa. Companhias que isolam iniciativas digitais em um ou dois times, ao invés de espalhar os esforços por toda a corporação, podem se prejudicar com sobreposição de dados, oportunidades perdidas e a falta de capacidade de maximizar seu investimento digital.

     

     

     

     

     

     

     

     

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