A nova transparência no luxo e na política

Os consumidores de hoje possuem autonomia de informação e aprofundam seus conhecimentos sobre política, pessoas, ideias e comportamento. Eles determinam suas preferências, gostos, opiniões e exigem, mais do que nunca, transparência em suas relações de consumo. 

Fonte: Charlotte Parks-Taylor, Luxurysociety.com

A digitalização em massa e a democratização da informação através da internet mudaram o papel do consumidor na sociedade. O acesso à informação modificou irreversivelmente a forma como o indivíduo interage com o mundo.

Os consumidores atuais estão habilitados a pesquisar tudo que consideram interessante de acordo com seus gostos, opiniões e preferências. Como consequência, este consumidor já não é mais facilmente seduzido ou influenciado. Eles estão abertos a considerar comunicações provenientes de figuras de autoridade que estão em sinergia com seu gosto e dentro da sua expectativa elevada.

Uma nova onda de expressão individualista está crescendo e manifestando-se tanto na política quanto no segmento fashion. Como exemplo, Macron e Trump, líderes políticos que tiveram sucesso mesmo sem o apoio inicial de partidos políticos. Este tipo de movimento é um indicativo de uma nova audiência fortalecida pela informação e desafiando formas tradicionais de interagir com políticos. O consumidor busca uma interação mais profunda, humana e significativa com qualquer tipo de liderança.

Vemos o mesmo sentimento ecoando nas interações dos consumidores com marcas de luxo. Há muito tempo o luxo era restrito à marcas detentoras de posições elevadas, de difícil acesso para o público. Porém muitas marcas já iniciaram mudanças na sua estratégia e estão buscando formas de aproximação com o consumidor, facilitando a interação e proporcionando equipe especializada para conversar informalmente.

Na China, grandes marcas como Dior e Jaeger LeCoultre tiveram consumidores estampando suas campanhas. Além de abraçar influenciadores, as marcas de luxo estão buscando estratégias de customizar seus produtos e contar com a colaboração de consumidores em todas etapas de criação.

Esta mudança na mentalidade do consumidor aconteceu em virtude das desilusões recorrentes que afetaram o nível de confiança, tanto com figuras políticas quanto com marcas de luxo. Na era da informação não é possível iludir o consumidor. Historicamente as marcas de luxo mantinham em segredo seus processos de fabricação, eram partes da sedução e magia da marca. Os conglomerados de luxo estão mudando a estratégia e confidenciando suas fórmulas secretas aos consumidores. A aquisição desse cliente não é mais feita através de promessas, e sim de experiências. O fim da mentira significa que as marcas devem utilizar as plataformas para comunicarem-se de forma mais profunda e significativa.

 

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