A nova dinâmica das Joalherias de Luxo

31 Jul 2019

 

No mercado de luxo, o setor de joias representa uma das categorias com maior crescimento, de acordo com um relatório recente da Consultoria McKinsey and Company, apresentando um resultado positivo de 5% a 6% por ano e podendo alcançar US$ 281 bilhões em vendas até 2020.

 

A fim de aproveitar as oportunidades de crescimento, as joalherias estão apostando em estratégias mais inclusivas e acompanhando o ritmo acelerado das mudanças no mercado.

 

Impulsionados pelo e-commerce, mídias sociais e pelo aumento de consumo dos millennials – geração que está se tornando grande compradora de joias, as joalherias estão investindo em experiências, coleções tendências e interações online.

 

A hospitalidade tomou um significado totalmente novo no mundo da joalheria. As marcas estão levando entretenimento para clientes tradicionais ou qualquer pessoa interessada em conhecer a história da mesma através de eventos e exposições. Nesse contexto, as equipes estão dedicadas a criar experiências personalizadas para os clientes.

 

A Cartier, por exemplo, abriu em 2018 um andar na sua boutique em Bond Street com bar, lounge e sala de jantar. No espaço há coleções de joias, exposições de artes, palestras e outras experiências para entreter o cliente ou entusiastas da marca.

 

A nova abordagem é centrada no cliente e mais aberta, bem distante da reverenciada aura de exclusividade pela qual já são conhecidas por joalheiros tradicionais – e está funcionando, atraindo novas vendas e despertando o interesse do público.

 

De acordo com a Cartier, as vendas da linha "Magnitude" em Londres alcançaram patamares recordes nos dois primeiros dias. A coleção foi lançada em um espaço de exposição que era usado para sediar desfiles do LFW (London Fashion Week) e durante duas semanas foi aberto apenas para clientes exclusivos que puderam vivenciar experiencias como concertos de piano, estreias de filmes e viagens especiais. Em seguida foi aberto para o público em geral, na tentativa de tornar a Cartier uma marca mais ampla.

 

Seguindo o exemplo da concorrente, no início do mês a Boucheron inaugurou uma residência ultraluxuosa com banheiro revestido em mármore e vista para a famosa Praça de Paris. Os clientes da marca recebem a chave da residência e podem permanecer durante sua estadia na capital francesa.

 

Além de personalizar experiências únicas para os clientes na vida real, comunicar-se com os clientes on-line também é prioridade. Por esse motivo, muitas joalherias fecharam parcerias com plataformas online como Net-a-Porter, Farfetch e Moda Operandi e, pela primeira vez, entregaram o controle e permitiram que esses varejistas comercializassem e estilizassem seus produtos de maneiras novas e mais casuais.

 

Apesar da apreensão inicial de que itens tão caros não teriam bom desempenho on-line, a joalheria tornou-se uma das maiores categorias de crescimento nas plataformas de e-commerce.

 

Outra forma de abordagem aberta no mundo da joalheria, é a interação com influenciadores da moda e dando mais ênfase aos acessórios de moda da sua marca, para dessa forma se aproximar com o mundo fashion.

 

Segundo a McKinsey, as joias de luxo responderão por até 40% do mercado de joias até 2020, e o crescimento provavelmente virá de marcas que não são de origem joalheira, como a Dior, Hermés e Louis Vuitton que já estão introduzindo joias em seu portfólio. Diante desse cenário, toda empresa de joias deve procurar fortalecer e destacar sua marca por meio de projetos únicos e diferenciados.


 

Texto traduzido e adaptado de: Luxury Society, publicado por Natalie Yiasoumi.

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