Conheça Elizabeth White, a empreendedora que vende luxo em criptomoedas

13 Feb 2019

O negócio de Elizabeth permite comprar de Ferraris, e Lamborghinis a artes raras e joias com criptomoedas em qualquer lugar do mundo

Fonte: Forbes, Gina Clarke

 

 

Em 2011, Elizabeth White comprou seu primeiro bitcoin como uma experiência para ver até onde iria o investimento. 5 anos depois, o mercado estava em alta, e os milionários se mostravam dispostos a gastar suas fortunas sem as pesadas taxas de transação.

 

Foi nessa época, que Elizabeth detectou a oportunidade de fornecer um serviço luxuoso de concierge e, desse modo, criou a The White Company. Uma empresa que providencia de notebooks a Lamborghinis.

 

Elizabeth foi vencedora do Stevie Award, como a Mulher Mais Inovadora do Ano em Tecnologia e não parou mais. O negócio de Elizabeth permite comprar entre outras luxuosas peças, artes raras e joias com criptomoedas em qualquer lugar do mundo. Somente no ano passado, a empreendedora movimentou cerca de US$ 250 milhões.

Elizabeth White concedeu uma entrevista para a REVISTA FORBES, e contou sobre como se tornou tão popular na comunidade das criptomoedas. Veja, a seguir, a réplica exata dos principais momentos da entrevista:

 

(o conteúdo abaixo foi extraído na íntegra da Revista Forbes com a finalidade de preservar o conteúdo publicado)

 

 

 

FORBES: Por que o luxo é tão popular?

 

Elizabeth White: Há uma grande demanda por se tratar de um tipo de aquisição como caráter de realização aspiracional. As pessoas compram itens de luxo porque querem o “melhor” de algo – ou apenas como símbolo de status. Veja os carros, por exemplo, uma grande parte do nosso negócio. Certas marcas, como a Lamborghini, têm apelo como um dos melhores e mais rápidos automóveis, mas também como uma marca reconhecidamente associada ao sucesso. Arte é outro segmento que dá aos compradores uma sensação de status, mas também pode ser um investimento atraente. Também vemos grande demanda em experiências luxuosas, como ingressos VIP ou pacotes de viagem, porque, mesmo que as pessoas não possam pagar por ela todos os dias, proporcionam um “gostinho” de vida glamourosa. Requinte não é apenas para os ricos. Nossos clientes têm idades, rendas e empregos variados.

 

 

FORBES: Por que você decidiu apostar no segmento das criptomoedas?

 

Elizabeth White: Eu me interessei pelo bitcoin em seus primórdios porque era um investimento de “contracultura”, desprezado pelas finanças tradicionais adotadas por muitos amigos e colegas. No início, era um sistema pouco usado, mas o apelo do conceito de “enviar dinheiro para qualquer pessoa em qualquer lugar por quase nada” era muito interessante para mim, já que sempre tive que lidar com pagamentos internacionais no complicado sistema bancário tradicional em meus trabalhos anteriores com multinacionais de luxo em todo o mundo, como o grupo LVMH, Fórmula 1 e McLaren Automotive.

 

Em 2017, as criptomoedas passaram por uma enorme alta no mercado, fazendo com que diversos pequenos investidores, mineradores de bitcoin e empreendedores ficassem muito ricos. A maioria dos novos ricos do meio era mais jovem e todos tinham a sensação de que a tendência poderia desaparecer rapidamente. Eles queriam gastar e aproveitar sua riqueza, em vez de economizar e investir como é comum com o dinheiro tradicional. Grande parte deles não foi capaz de trocar facilmente a criptomoeda em dinheiro, devido a restrições, limitações nas trocas etc. Eu trabalhei com a Apis Capital Management para fornecer liquidez à White Company e permitir que aceitássemos facilmente a criptomoeda como pagamento, enquanto pagamos fornecedores em moeda tradicional.

 

 

FORBES: O que você diria que é o ponto mais forte da sua empresa?

 

Elizabeth White: Pessoas de alto nível preferem permanecer anônimas quando compram itens de luxo. Elas querem manter a vida pessoal privada e esconder as negociações de preços. A The White Company oferece essa chance, especialmente para os milionários de criptomoedas.

 

FORBES: Como você diversificou?

 

Elizabeth White: A nossa principal matéria-prima é o negócio de stablecoin (criptomoedas ou tokens digitais por meio de blockchain) apoiado pela moeda fiduciária para lidar com a questão da volatilidade. Falamos sobre isso há mais de um ano, desde que a plataforma Basis se tornou popular, mas como ela não seguiu os princípios básicos da economia, acabou falhando.

 

Em vez disso, a White Company construiu uma plataforma completa de serviços financeiros para pagamentos, o que foi necessário para conduzir perfeitamente os negócios com os clientes. Como resultado, providenciamos agora uma carteira e serviço de conversão (White Wallet) e um processador que negocia criptomoedas (White Pay).

 

 

FORBES: Como você vê o mercado em alguns anos?

 

Elizabeth White: A bolha especulativa das criptomoedas acabou – o que é bom, já que permite que a comunidade foque em projetos mais sérios a longo prazo, como as soluções que a White Company está construindo. Embora provavelmente apenas algumas das criptomoedas permanecerão relevantes em alguns anos, haverá empresas revolucionárias e muitos serviços baseados em blockchain. O mercado se concentrará em stablecoins transacionais (como a White Standard, um tipo de criptomoeda) que simplificam os pagamentos globais, assim como o uso dessa tecnologia para facilitar a administração de ativos reais do mundo (como imóveis, fundos hedge etc.).

 

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