Para as marcas de luxo, ser sustentável significa muito mais do que ser "verde"

19 Nov 2018

 

 

 

Apesar de "sustentabilidade", ser uma das palavras-chaves mais lidas, em vários segmentos, ela é bem pouco compreendida.

 

Fonte Meaghan Corzine, Luxury Society

 

Desde o recente comunicado da Burberry sobre parar de queimar produtos não vendidos, a grandes empresas de relógios e joalherias recorrem aos diamantes sintéticos, constantemente ouvimos as empresas falarem sobre sustentabilidade em termos de "tornar-se verdes”.

 

 

Embora ser ambientalmente consciente e ter práticas proativas na proteção do nosso planeta seja um ato louvável, e um passo, na direção certa, a sustentabilidade real, a de 360º  ​​graus, vai além de fazer o que é bom “materialmente” para o planeta, mas sim gerar uma conexão humana com os valores das marcas de luxo.

 

Ações como trabalhar com comunidades locais, gerando empregos e fazer filantropia, desempenham um papel fundamental para que as marcas de luxo englobem em suas estratégias a criação de um mundo melhor para o futuro.

 

Desenvolvimento sustentável significa atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades.

 

“Trata-se de fazer negócios hoje, pensando no seu impacto no futuro. Não significa sempre “deixar de fazer as coisas” mas, às vezes é sobre introduzir uma nova forma de fazer, ou seja, nem sempre é reduzir ou minimizar, mas inovar, procurando novos materiais ou diferentes maneiras de fazer a mesma coisa, utilizando práticas que realmente minimizam o impacto negativo”, diz Diana, CEO e co fundadora da Luxury Positive.

 

Marcas que estão fazendo certo

 

O Rótulo de vodka premium Belvedere é um excelente exemplo de uma destilaria, que utiliza mão de obra local. A marca trabalha com apenas duas fazendas de centeio locais gerando importantes relações com as comunidades, por meio de parcerias, e com cientistas da Universidade de Lodz do Raw Spirit Program, um projeto de pesquisa que se concentra na redução do impacto ambiental.

 

Belvedere é uma das dezenas de marcas premiadas com o “Butterfly Mark” de “Positive Luxury”. Com foco em marcas de luxo sustentáveis, a Positive Luxury celebra as marcas de luxo de vários mercados, que estão impactando positivamente o mercado com práticas sustentáveis.

No mundo dos relojoeiros suíços, a mundialmente famosa marca de luxo TAG Heuer é outro exemplo de comprometimento em fazer o bem. A TAG Heuer mantém uma postura ética na fabricação de seus produtos e ainda é membro do Conselho da Responsible Jewellery Counciluma, uma organização que não apenas se preocupa com as fontes de matérias primas, mas também preza por direitos éticos, humanos e sociais.

A BAUME, uma marca de relógios sustentável, da geração dos Milleniuns, também foi premiada com vários selos de aprovação da Positive Luxury. Embora a primeira coisa que venha à mente de quem conhece a BAUME, seja o uso de materiais reciclados, a empresa está inteiramente comprometida com as práticas sustentáveis.

 

Os consumidores devem estar atentos

Embora, ser sustentável, possa parecer um movimento relativamente natural para as marcas mais famosas, elas precisam se adaptar às práticas sustentáveis, pois as ações vão muito além de palavras.

Um dos exemplos de contradição neste mercado é a linha de roupas de ginástica da cantora, Ivy Park, que teria sido produzida em fábricas no Sri Lanka, onde os trabalhadores recebem apenas US $ 6 por dia. Para se ter uma ideia, um par de leggings do Ivy Park sai por cerca de US $ 80. A empresa não respondeu aos pedidos de detalhes sobre o seu código de conduta e não apresentou as alegações específicas feitas no relatório, de acordo com a CNN Money.

 

Entendendo os valores de uma marca

 

A grande questão no mercado de luxo é como uma empresa se comporta e com o que ela se importa. Acho que as empresas de luxo, quando caminham orientadas por bons objetivos, têm suas ações voltadas a fazer o bem, e eu não estou falando de doar dinheiro para caridade ... estou falando de me comportar melhor como cidadão ", explica Diana.

Isso significa ler nas entrelinhas das empresas de luxo e prestar muita atenção em suas ações, mesmo aquelas que não estão na mídia.

 

Um exemplo é a Dior, que está investindo na reconstrução de Versailles: ou seja, você compra uma peça da Dior, e sabe para onde está indo o dinheiro, e que isso está melhorando a vida das pessoas.

Embora o aumento da conscientização para a sustentabilidade seja uma reação em cadeia, mobilizando vários fatores, uma coisa é certa: é boa para o mundo e é boa para os negócios.

 

“A maioria das marcas de luxo sabe que a sustentabilidade é um bom negócio, o que significa que se você fizer a coisa certa, os consumidores irão gravitar em torno de você e, portanto, você terá mais visibilidade, e será mais atraente para os investidores”, acrescenta Diana. "Se trata de ser colaborativo e transparente, sobre como podemos inovar para que nos próximos 100 anos possamos ter um negócio, que não tenha que excluir alguns elementos, só porque está na moda. Precisamos de uma postura sólida, em vez de uma abordagem impulsiva às tendências.”

 

Entre os dias 8 e 12 de outubro, em sua celebração anual chamada “Semana Positiva”, a Positive Luxury homenageou as marcas e as pessoas de todo o mundo que se preocupam com o planeta.

 

 

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