A Semana da Moda de Londres aponta cinco tendências sustentáveis

22 Sep 2017

A sustentabilidade não é mais um tópico que está emergindo, e sim um assunto que está a frente das discussões. Como a indústria está nessa questão? Houve desenvolvimento com o passar dos anos? Conheça cinco tendências sustentáveis da indústria da moda apontadas pela Semana de Moda de Londres.

Fonte: Fiona Fung, Positiveluxury.com

Fotografia: The Irish News

A cada nova temporada, uma nova conversa. Londres já presenciou inúmeras semanas de moda e com a edição de setembro ocorrendo, é o momento perfeito para refletir como a indústria da moda está evoluindo.

Seja para desafiar o calendário de desfiles e como isto afeta a produção, identificar as oportunidades (ou riscos) da influência digital, ou confrontar o paradoxo das passarelas entre apropriação cultural e modelos de diversidade – o que costumava ser assunto controverso ou esquecido, agora é fundamental para estabelecer a confiança e lealdade do consumidor para uma marca.

Marcas com fatores legais e com seguidores cada vez mais leais são as que representam os novos valores e crenças. Os consumidores querem mais do que apenas produtos – eles buscam histórias e buscam se identificar com elas. Se uma marca está preservando, inovando, criando, recuperando, liderando, protegendo, inspirando; está no caminho certo para criar uma conexão emocional com o público-alvo.

Quais são as principais tendências para manter no radar das próximas estações? Conheça as tendências sustentáveis vindas das passarelas e que significam muito mais do que a cartela de cores da próxima temporada.

1 – Código de vestir:

As regras estão desaparecendo. Com temperaturas mais altas, agora é possível usar vestidinhos e estampas no outono/inverno, e as várias camadas de roupas para se proteger quando está um pouco mais frio. As silhuetas também estão mudadas, cada vez mais sem determinar o gênero, isso significa que as mulheres podem trocar as roupas com os namorados (um exemplo é a clássica camisa branca bem ajustada e com abotoaduras). Até mesmo a beleza natural e maquiagem leve viraram preferências. As passarelas não falam mais sobre “mais é mais” – e sim sobre o que pode ser feito a mais, e reivindicando um estilo dentro do novo conceito.

2 – Marcas com voz:

Moda sempre foi uma plataforma para rebelião – de Katherine Hamnett a Vivienne Westwood, trata-se de apoiar marcas com uma causa nobre. A marca Beulah ajuda a transforma a vida de mulheres vulneráveis que foram traficadas na indústria do sexo contra sua vontade. Gabriela Hearst fez uma parceria com a associação Planned Parenthood em peças de lã artesanais. É a hora de mudar!

Acima: o lenço de seda da marca Beulah; suéter da marca Gabriela Hearts em parceria com a associação Planned Parenthood.

3 – Experiência além das passarelas:

As marcas estão buscando fechar as lacunas com os consumidores. As apresentações das coleções agora incluem eventos pop-up, consultas personalizadas, vídeos digitais e estratégias interativas. A marca Selfridges recentemente lançou uma loja beneficente dentro da famosa flagship da Avenida Oxford (Londres), em colaboração com a artista americana Miranda July. Quando isto surge para ajudar os consumidores a compreenderem a missão de uma marca, está criada uma experiência.

Acima: loja beneficente da Selfridges em colaboração com Miranda July, na Avenida Oxford (Londres).

4- Reciclar, reciclar, reciclar:

Com tantos resíduos têxteis e lixo no mundo, são produzidas minas de ouro para materiais de reutilização. Avanços tecnológicos também significam que diversos materiais podem imitar as qualidades e características que os consumidores amam nos materiais naturais. Novos métodos de coloração descobriram formas de reutilizar água e outros pigmentos já utilizados em processos de coloração anteriores. As empresas Everlane e Saitex uniram-se para abrir uma uma fábrica no Vietnã equipada com máquinas capazes de reutilizar 98% da água contaminada pelo corante índigo (jeans).

5 – Seja atemporal:

Conheça os seus principais produtos. Muitas vezes uma marca pode se destacar por ter uma categoria emblemática de produtos que faz incrivelmente bem. Produtos clássicos são sustentáveis porque isto ajuda nos ciclos de produção que são adequados à demanda do consumidor. Mas ser clássico não significa que precisa ser branco, preto e sem graça. Intervenções artísticas agora também são consideradas atemporais – como exemplo, considere Garrard ou Alexandra Llewellyn, que produzem peças artesanais que poderão ser herdadas por diversas gerações que ainda estão por vir.

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