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O Mercado de Luxo e a inclusão das pessoas com deficiência


O mercado de Luxo e a inclusão das pessoas com deficiência

Muitas são as barreiras que as pessoas portadoras de deficiência - independentemente de

seu poder aquisitivo - enfrentam em seu cotidiano: olhares preconceituosos, dificuldade de

locomoção, incompreensão e até mesmo o incômodo sentimento de não pertencer a lugar

nenhum. Muitas dessas barreiras passam despercebidas aos olhos de quem não sente na

pele.


Na telenovela "Viver a Vida" (exibida entre 2009 e 2010) a atriz Alinne Moraes interpretou a personagem Luciana, que ficou tetraplégica após sofrer um grave acidente. Em uma das cenas, a personagem entrou em uma loja de roupas de alto padrão e após escolher algumas peças, foi informada pela vendedora que não seria possível provar as roupas, pois o provador não tinha estrutura física capaz de atender as necessidades de locomoção de Aline. A decepção e revolta da personagem ficaram nítidas na cena. Infelizmente, isso é mais comum do que pensamos na vida real, fora das telas.


Dentro do segmento de luxo, o que mais se destaca quando o assunto é a inclusão de PCD's, é o setor automotivo. Em fevereiro de 1995, foi instituída a Lei 8.989 que isentou os impostos de veículos adquiridos por pessoas com deficiência. Um grande feito, que possibilitou ainda mais acesso à mobilidade por um público que até então não tinha muita visibilidade e importância no mercado.


A montadora alemã BMW é uma das que mais valoriza o público PCD, e além da isenção dos impostos exigidos por lei, também possuem um atendimento que promete ser diferenciado e especial para o cliente portador de deficiência que deseja adquirir um de seus carros, e garante suporte prolongado da rede.


Como representante de marca, seja fundador ou embaixador, é dever de cada um trabalhar para que os consumidores portadores de necessidades especiais sejam acolhidos e bem atendidos, independente da sua área de atuação: como é a acessibilidade da estrutura física de seu hotel? O seu escritório de arquitetura está preparado para desenvolver projetos personalizados e que atendam a necessidade do cliente? E os provadores de sua loja, são espaçosos o suficiente para receber um cadeirante, por exemplo? E seu recurso mais valioso, o capital humano, sabe atender e servir com empatia e inclusão? Essas são apenas algumas reflexões que devem ser pensadas e planejadas por todas as marcas que busquem reconhecimento por excelência.


No Brasil, setembro foi o mês escolhido para representar a luta pela inclusão da pessoa

com deficiência no meio em que vivemos. Mais especificamente, no dia 21, que coincide

com o início da primavera no hemisfério sul, simbolizando esperança de novos tempos e

novos pensamentos.

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