• Instituto do Luxo

A Realidade Aumentada está programada para transformar a moda e o varejo


Fonte: Rachel Arthur, Forbes.com

“Em algum momento, vamos olhar para trás e pensar: como não tivemos uma camada digital no mundo físico?”, disse Greg Jones, diretor de Realidade Aumentada do Google, no evento Shoptalk Europe em outubro deste ano.

“O papel da realidade aumentada está configurado para ser transformador, e isto acontece particularmente no segmento do varejo.”

Essas palavras ecoaram em uma entrevista com o CEO da Apple, Tim Cook, publicada pela revista Vogue ao mesmo tempo em que ele disse que acreditava que a realidade aumentada iria impactar todos os canais, desde as passarelas até as lojas. “Com o tempo, eu acredito que esses recursos serão tão importantes quanto ter um website”, disse ele.

O fato é que Apple e Google estão facilitando para que isso aconteça. Embora a realidade aumentada já exista há muitos anos, 2017 será marcado como o início da aceitação e uso pelo mercado consumidor de massa, graças aos avanços dos smartphones que estamos começando a presenciar.

O lançamento do ARKit da Apple, uma plataforma de desenvolvimento de realidade aumentada, e o subsequente lançamento do IOS 11, que hospeda esse software, abriu esta funcionalidade em iPhones e iPads. O software Arcore, do Google, traz a mesma funcionalidade para o sistema Android.

O fato dos clientes terem adotado o software mostra que eles estão há muito tempo abertos para usufruírem desta tecnologia – eles sabem o que é a realidade aumentada através de filtros que colocam nos seus rostos no aplicativo Snapchat, ou dos personagens que eles perseguiram nas ruas jogando Pokémon Go.

O diferencial agora é ter esta função integrada em diversos outros aplicativos do telefone para ter essa experiência digital em tudo que estão fazendo.

De acordo com a empresa de consultoria Digi-Capital, a previsão contabiliza 900 milhões de smartphones habilitados para realidade aumentada até o final de 2018. E nesse tipo de segmento, “Só haverá expectativa crescente por parte dos consumidores”, observa Jones.

Na verdade, a pesquisa da Digital Bridge mostrou que 69% dos consumidores estão esperando que os varejistas lancem aplicativos de realidade aumentada nos próximos seis meses.”É surpreendente o quão rápido os consumidores adotam o novo e esperam que ele esteja em toda a parte”, explicou Jones. “Os consumidores tiveram a experiência de caçar Pokemóns e agora eles já esperam que isso aconteça nas lojas.”

Outras pesquisas do Google mostram que 34% dos consumidores dizem que poderiam utilizar a realidade aumentada enquanto fazem compras, e 61% dizem que preferem comprar em lojas que ofereçam realidade aumentada. “A realidade aumentada está configurada para conectar o varejo físico ao digital”, adiciona Jones.

Já podemos ver uma série de varejistas e marcas evoluindo nesta questão. As marcas Ikea e Anthropologie foram as primeiras parcerias da Apple no lançamento do ARKit, utilizando o software para adicionar recursos aos seus aplicativos, nos quais você pode ver os móveis colocados no seu próprio cômodo para ter uma sensação real do resultado final. Google também já trabalhou com as plataformas digitais das marcas Pottery Barn e Gap através do software Tango Realidade Aumentada.

A utilidade é o “coração” da maioria dos aplicativos até o momento, permitindo ações como a colocação de móveis, assim como o exemplo citado. Essa perspectiva funcional segue o sucesso anterior da realidade aumentada na indústria de beleza. Foram contabilizados mais de 20 milhões de downloads do aplicativo L´Oreal´s Makeup Genius, que utiliza realidade aumentada para permitir que os usuários experimentem virtualmente produtos de beleza em seus telefones. Outras marcas como Sephora, Charlotte Tilbury e Rimmel seguiram o exemplo.

Jones também vê o aplicativo como uma ferramenta de informação básica, especialmente quando permite ações que gerem confiança e transparência, por exemplo: fornecendo conteúdo sobre o local de produção do produto e as várias maneiras de utilizá-los, desde produtos de massa até produtos de luxo. Ele também vê a importância de adicionar uma camada sentimental através do digital – utilizando realidade aumentada como uma oportunidade de reforçar o valor da marca através de narrativas sentimentais e experiências.

A Burberry adotou uma abordagem divertida e interativa com o ARKit, permitindo que os usuários do aplicativo iOS sobreponham ilustrações digitais do artista Danny Sangra em suas próprias imagens através da lente da câmera e depois compartilhá-las nas mídias sociais.

E Cook também vê potencial para as Semanas de Moda: “Se você pensar em uma passarela de um desfile de moda, é uma ótima oportunidade de aplicar realidade aumentada, porque você pode ver um vestido por todos os lados, e não só a parte da frente”, ele explicou.

A Fashion Innovation Agency, da London College of Fashion, recentemente deu um passo adiante quando lançaram o software de realidade aumentada, HoloMe, com a marca de moda britânica RIXO London. O resultado foi uma versão holográfica de um desfile para os usuários assistirem nos seus smartphones.

“A realidade aumentada vai mudar a maneira como a indústria da moda cria, exibe e comercializa seus produtos. O próximo ano será uma explosão de oportunidades para esta tecnologia imersiva redefinir totalmente o que entendemos como moda hoje”, disse Matt Drinkwater, chefe da Fashion Innovation Agency.

#tecnologia #realidadeaumentada

INSTITUTO DO LUXO © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. SÃO PAULO | BRASIL.

ATENDE TERRITÓRIO NACIONAL E INTERNACIONAL.