• Camila Caroline de Souza

A inclusão como diferencial competitivo das marcas de luxo



Aos 18 anos, a britânica Ellie Goldstein causou alvoroço no mercado de luxo ao estrelar a campanha de máscara de cílios da Gucci Beauty. Em seu portfólio virtual consta que ela ama teatro, dança e leitura. Cursa Artes Cênicas na Universidade Redbridge, e recebe muitos elogios de seus colegas de trabalho graças a sua personalidade cativante e profissionalismo.

A modelo foi descoberta pela Maison de luxo em um programa de mídias sociais lançado em parceria com a Vogue Itália. Além da bela aparência e personalidade, há outro motivo para tamanho alvoroço: Ellie tem Síndrome de Down. Gucci não foi a primeira marca a contratá-la, o rosto de Ellie já estampou campanhas de marcas como Nike e Vodafone, mas no mercado de luxo campanhas com modelos que fogem dos padrões pré-estabelecidos (e muitas vezes ultrapassados) do mundo da alta costura é algo relativamente novo.

Na era pós-pandemia e retomada as atividades em diversos países do mundo, algumas marcas de luxo enxergaram grande oportunidade para inovar e utilizar a inovação como diferencial competitivo. Segundo um relatório realizado pela McKinsey, em abril de 2020, aproximadamente 66% dos executivos de marcas de luxo consideram que o impacto da pandemia resultará em mudanças positivas e aceleradas para o setor.

Os pontos que mais tem apresentado mudanças significantes no mercado são a transformação para o atendimento digital, a sustentabilidade e a liberdade de ser quem se é. Alessandro Michele, diretor criativo da Maison Gucci, contou em entrevista que criou a máscara de cílios "L'Obscur" justamente para pessoas autênticas, então a escolha da modelo Ellie Goldstein foi a cartada final para promover a beleza verdadeira e livre dos padrões.

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