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A tecnologia como aliada da Arquitetura de Luxo durante e após a pandemia



A pandemia do novo coronavírus afetou diversos setores do mercado de luxo, por exemplo, a arquitetura e design de interiores: obras que estavam em andamento foram interrompidas, projetos foram adiados e prazos estendidos, não somente por questões financeiras, mas por toda uma cadeia afetada - de lojas de móveis e revestimentos fechadas, à mão de obra dispensada. Os profissionais do segmento se sentem inseguros e incertos sobre o futuro, o que é totalmente aceitável dadas as atuais circunstâncias. Transmitindo um alento, a Revista Casa e Jardim entrevistou especialistas para compreender as novas medidas que estão adotando para amenizar os impactos da pandemia. Muitas organizações estão considerando adotar o trabalho remoto permanentemente, isso evidenciou a necessidade de adequar um ambiente da casa para o home office: iluminação eficiente, móveis confortáveis e decoração inspiradora. Visto isso, o professor Fabio Zeppelini (FAAP) apontou que a demanda por escritórios residenciais aumentará significativamente. No Estúdio ZAR, sediado em São Paulo, a maioria das obras foram interrompidas. Anteriormente, o escritório ficou conhecido por realizar projetos através do atendimento virtual na Argentina, Bolívia e Estados Unidos. Com a pandemia, os arquitetos Nelson Kabarite e David Arias Ferreira, viram a oportunidade de introduzir os projetos virtuais também no Brasil, atingindo o público que está em casa e necessita de um arquiteto, de forma que não se torne essencial a locomoção e o contato físico entre clientes e profissionais.


Nelson e David criaram o “Quarentine Project”, que consiste em uma consultoria online através de fotos, vídeos, medidas e plantas dos imóveis que são enviados pelo cliente. Utilizando tecnologia 3D, os arquitetos criam modelos digitais, além de oferecer dicas sobre pequenas tarefas que a pessoa poderia realizar sozinha. A dupla de arquitetos contou para a Revista Casa e Jardim que o retorno foi positivo e visível desde os primeiros dias, e os planos são de aperfeiçoar o método durante a quarentena, para que no futuro seja uma ferramenta extra de trabalho, mas claro que sem substituir o toque humano do atendimento tradicional.


Quanto ao impacto no setor, Zeppelini acredita que, diferente do turismo e do varejo, será um dos primeiros a se reerguer por completo – principalmente os escritórios que trabalham com clientes AAA.


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