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Comportamento do consumidor após a COVID-19: “Revenge Spending”



Sabemos que os consumidores de luxo chineses representam um terço do consumo mundial de bens e serviços de luxo, segundo relatório da Bain & Company. 2019 foi um ano com fechamentos excelentes para os grandes grupos e marcas de luxo, com aumento no lucro comparado aos anos anteriores variando entre 15% e 43%. Dois terços desse crescimento destas marcas foram responsabilidade justamente do consumidor chinês.


Com a pandemia do coronavírus, medidas de isolamento foram tomadas no mundo todo, começando pela China, onde surgiram os primeiros casos. Uma das marcas de luxo que mais tem sentido o impacto da crise mundial é a Burberry, já que 39% de seu estoque mundial é vendido para os consumidores chineses. Entre janeiro e março, pico da pandemia, o mercado de luxo – de um modo geral – obteve queda de aproximadamente 23% nas vendas, decorrente do fechamento das lojas em seus principais mercados: China, Japão, Itália, França e Estados Unidos.


Atualmente, tem se ouvido falar muito no famoso “revenge spending”, que podemos traduzir como “compras de vingança”. São compras baseadas no pensamento de que merecemos nos mimar para recompensar todos os sentimentos negativos pelos quais passamos nos últimos meses. Com essa filosofia em mente, já é notável a retomada do movimento nas luxuosas joalherias e boutiques de moda. Algumas marcas estão trabalhando essa ideologia nas campanhas publicitárias para incentivar a retomada das compras, recorrendo ao emocional dos consumidores que estão altamente sensíveis na saída do isolamento social.


Apesar da diminuição de casos na China, não podemos descuidar das recomendações de higiene e prevenção, então alguns shoppings chineses que já reabriram estão investindo mais ainda na limpeza e cuidado para com os clientes. O Shopping Maoye, por exemplo, verifica a temperatura de todos os clientes logo na entrada do estabelecimento, além de ser obrigatório o uso de máscaras.


Acreditamos que o mercado de luxo será um dos primeiros a se recuperar e que essa melhora, apesar de lenta, será definitiva e decisiva para as vendas e receitas dos próximos meses.



Fontes: Luxury Daily, InfoMoney, UOL Economia.


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