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História das Marcas: Chanel




A infância de Gabrielle não foi fácil. Perdeu sua mãe aos 12 anos e então foi colocada em um orfanato em companhia de sua irmã. Ao completar 18 anos, decidiu mudar-se para uma pensão feminina católica, e por coincidência do destino encontrou uma tia que também residia lá. Foi então que sua paixão por moda começou: ambas costuravam por hobby, mas decidiram se aperfeiçoar a fim de terem uma vida melhor.


O primeiro emprego veio após serem encaminhadas para a Maison Grampayre, uma confecção de enxovais. Com o emprego, elas conseguiram independência financeira e passaram a dividir um pequeno quarto na Rua Pont Ginguet.


Coco Chanel (apelido que ganhou por uma música que costumava cantar) nunca havia frequentado os ambientes da alta sociedade, mas isso mudou após conhecer Etienne Balsan, herdeiro de grande fabrica que produzia tecidos para o Exército, o qual se apaixonou por Chanel e a levou para morar em seu castelo, modificando suas amizades e lugares frequentados. Eles mantiveram um romance por alguns meses e mesmo após o fim, a amizade perdurou.


Por volta do ano de 1909, Chanel conheceu outro milionário: Arthur Capel. Esse por sua vez, contribui para a carreira dela ajudando-a inaugurar sua primeira loja, que inicialmente tinha foco apenas em chapéus. O sucesso foi notável e não demorou para que Chanel fosse convidada para escrever matérias para revistas de moda de Paris. O relacionamento com Capel durou cerca de 10 anos, e o término seguido pela morte trágica de Capel deixou Chanel desgostosa com a vida. Mas isso não foi o suficiente para detê-la em progredir no mundo da moda.


Foi então que decidiu abrir sua primeira casa de costura, onde comercializava roupas desportivas, trajes de banho e claro, chapéus. Suas peças eram consideradas rebeldes, pois Coco não gostava de nada com plumas, rendas, babados e outros adornos que habitavam o guarda-roupa feminino da época. Rebelde não apenas na moda, Chanel tinha espírito livre, aventureiro e independente. Apesar de todo o conforto financeiro que seus amantes poderiam lhe proporcionar, ela nunca abdicou de trabalhar, não por necessidade como era costume entre as mulheres da época, mas sim para manter sua liberdade e independência.


Com toda sua fama, Chanel passou a desenhar roupas exclusivas para as grandes estrelas de Hollywood e sua marca crescia cada vez mais no mundo da alta costura.


Durante a Segunda Guerra Mundial, assim como outros artistas, Chanel teve que fechar sua loja, mas continuou a residir na França. Durante a ocupação alemã, ela se apaixonou por um rapaz do exército alemão, o que fez com que os demais residentes nas redondezas a condenassem pelo ato e sabotassem sua loja (a qual já havia sido reaberta) parando de frequentar o referido estabelecimento.


Com a sabotagem, Chanel passou por problemas financeiros, e precisou vender suas roupas para outros países, o que resultou em sua mudança para a Suíça. Jackie Kennedy, ex-primeira dama, admirava muito o trabalho de Chanel e deu apoio para que sua fama voltasse e sua marca estampasse as capas de revistas novamente, assim permitindo o seu regresso para a França.


O fabuloso Hotel Ritz Paris serviu de lar para Coco Chanel até os últimos momentos de sua vida, quando faleceu em 1971. Seu legado na moda perdura até os dias de hoje, sendo uma das maiores marcas do Mercado de Luxo e que se mantem fiel ao DNA de sua fundadora.


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