• Malu Albertotti

História das Marcas: Dior


Pouco antes de empreender em uma Maison com seu nome, Christian Dior trabalhou com Lucieng Lelong e recebeu uma proposta de ninguém menos que o famoso "Rei do Algodão" Marcel Boussac para assumir a direção criativa na Philippe et Gaston.


Christian sempre foi místico, apaixonado por cartomancia e acreditava que o destino manda sinais que devem ser ouvidos. Um dia depois de receber a proposta de diretor criativo na Philippe et Gaston, ele estava andando pela rua quando tropeçou em um objeto que quase o levou ao chão: era uma estrela. Ao elevar o olhar, Christian percebeu que estava na calçada da Embaixada Britânica em Paris, revendo flashes de sua infância em Granville, em frente à vilarejos ingleses. Acreditando ser um sinal, Christian recusou o convite de Marcel Boussac e decidiu que abriria uma Maison própria colocando sua personalidade em todos os itens: mobílias, funcionários, local, e principalmente designs inovadores.


Foi então que na Avenida Montaigne, 30, em Paris instalou-se a icônica The House of Dior. Em 12 de fevereiro de 1947 lançou a primeira coleção feminina que foi denominada Carolle, mas ficou mundialmente conhecida como New Look graças a revolucionária saia na altura tornozelo. A coleção foi um sucesso repentino e trouxe a grande visibilidade à Maison. Apresentava novidades para a época como cinturas acentuadas, ombros à mostra, vestidos confeccionados com até 40 metros de tecido, entre outras extravagâncias que traduziam plenamente o que Dior queria expressar: as peças além de serem bonitas, eram feitas para chocar.


Logo a marca necessitava de expansão, e Christian Dior decidiu investir em peles de altíssima qualidade, acessórios finos e requintados, e os icônicos perfumes que são um marco na grife ate os dias de hoje. No ano seguinte ao lançamento da primeira coleção, em 1948, ele levou a Maison para os Estados Unidos, inaugurando uma boutique na famosa 5th Avenue.


Na década de 50 lançaram duas coleções que contrastavam entre si: as coleções H e Y. Uma apresentava conceitos de design que remetiam ao início da marca, enquanto a segunda era seu oposto e trazia peça da parte superior da vestimenta mais pesadas.

Em um período de dez anos, foram vendidos mais de 100 mil vestidos e criados mais de 16 mil croquis. Infelizmente, Christian Dior faleceu repentinamente por um infarto, em 1957. Após o falecimento, a marca passou por alguns períodos difíceis, mas se reinventou e teve grandes diretores de criação como Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano e outros estilistas de renome.


Dior e a Arte

A Maison tem uma forte ligação com o mundo das artes, participando de exposições, movimentos artísticos e collabs pelo mundo todo. Uma que chamou bastante atenção do publico foi a Dior Lady Art.

Foram convidadas 11 artistas (todas mulheres) de partes diversas do mundo. De gerações e traços artísticos bem diferentes, elas tinham a missão de recriar a icônica bolsa Lady Dior, desde tecido, estampas e designs. A única exigência era que ultrapassassem a excelência já presente na marca, e criassem peças que remetessem a história e cultura de cada uma delas.

A collab foi um sucesso, deu maior visibilidade à marca e apresentou modelos criativos e inusitados que foram expostos.



Fonte: Dior Oficial


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