• Malu Albertotti

História das Marcas: Burberry


Thomas Burberry iniciou seu império Burberry aos 21 anos de idade, e seu princípio básico era de que as roupas deveriam ser criadas com a finalidade de proteger as pessoas contra o frio e clima instável da Inglaterra.

O icônico gabardine é um tecido resistente à água porém ainda garante uma respiração da pele, revolucionando assim a confecção dos casacos para a chuva, que até então eram desconfortáveis por serem muito pesados. O tecido foi patenteado oficialmente em 1888, apesar de ter sido criado por Thomas em 1879. A primeira pessoa a levar o tecido para fora da Inglaterra foi o zoólogo Fridtjof Nansen, quando em 1893 embarcou rumo ao ártico com o tecido em sua mala.

Cansada de seu logotipo, em meados de 1901, a marca organizou um concurso público para projetar um novo logotipo. O desenho vencedor foi inspirado nas armaduras do século XIII e foi batizado de Equestrian Knight.

Considerado o precursor do que viria a se tornar o aclamado Trench Coat, o casaco Tielocken foi patenteado como criação de Thomas Burberry em 1912 e possuía como fecho apenas um cinto com fivela e um botão no colarinho.

A marca já estava estabelecida em Londres desde 1891, e em 1913 mudou-se para uma localização maior em Haymarket – rua que apresenta variedade de restaurantes finos, teatros e cinemas.

Em 1914, o Trench Coat da Burberry foi criado, em plena Primeira Guerra Mundial. O design inicial incluía dragonas para carregar armas e equipamentos militares, além de sua principal função ser a de proteger os soldados contra a chuva e o frio a que eram expostos. A peça foi ganhando cada vez mais notoriedade e aparecendo no figurino de celebridades, o que contribui para uma popularização de seu uso no cotidiano por pessoas que não eram apenas os soldados da guerra.

Considerado como uma grande inovação para a época, a Burberry passou a oferecer após 1934 a entrega de produtos adquiridos no mesmo dia para seus clientes situados em Londres.

Na década de 50, mais especificamente em 1955, a Rainha Elizabeth concedeu á marca o Registro Real de produtores de peças resistentes à água, dando mais visibilidade e credibilidade à Maison, fazendo que nos dez anos seguintes, um em cada cinco casacos exportados da Grã-Bretanha fossem da Burberry.

Consolidando sua presença no Reino Unido, a marca adquiriu uma fábrica em Castleford, mantendo o legado até o presente.

Burberry e seu projeto de inclusão e diversidade

Em fevereiro de 2019 foi publicado no Instagram oficial da marca, uma nota do Executivo Chefe Marco Gobbetti, aonde ele anunciava que seriam que aplicadas uma série de iniciativas e mudanças visando trabalhar a questão da diversidade e inclusão, tema que está em alta em todos os mercados – inclusive no luxo!

A nota veio acompanhada por um pedido de desculpas em nome da marca, após a polemica do modelo de capuz com uma corda no pescoço semelhante à utilizada em suicídios por enforcamento. Muitas pessoas viram a peça como um incentivo à prática e que poderia servir de estimulo para aqueles que sofrem de algum transtorno psíquico.

Como parte das iniciativas, surgiu o plano em três etapas que incluía treinamento para todos os funcionários sobre tópicos sensíveis (como o suicídio e a depressão), criação de um conselho de funcionários e de um conselho consultivo.

Outro ponto importante do projeto consistiu na implantação de um programa de talentos que oferecia bolsas de estudos para a área de artes, a fim de expandir o fornecimento de empregos e aumento da remuneração.

Fontes: Burberry Oficial; Vogue.


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