• Malu Albertotti

História das Marcas: Krug



Em meados do século XIX, Johann- Joseph Krug desembarcou em Champagne e iniciou sua vida profissional na Maison Jacquesson, tornando-se sócio da marca após sete anos de seu ingresso na mesma. Em 1841 casou-se com Anne Jaunay, cunhada de seu atual sócio começando a construir sua família.

Em 1843, fundou a Maison Krug, sendo extremamente criterioso com o savoir-faire da marca, principalmente no quesito da mistura das uvas utilizadas na produção de seus espumantes e champagnes.


Atualmente a família está em sua sexta geração, porem o savoir-faire tradicional se mantem intacto graças a um diário que Joseph começou a escrever, em um belo caderno de capa vermelha aveludada, com instruções que se tornaram atemporais e são seguidas até hoje. Isso garante todo o prestígio que os vinhos da Maison possuem e que assegura o status construído pela Maison.

Curiosidades

• Apesar de seguirem à risca todos os procedimentos citados no diário do fundador, a família garante que não é possível produzir uma fórmula única para suas criações, já que nunca existem duas colheitas exatamente iguais, trazendo outras nuances que interferem no aroma, sabor, cor e demais características das bebidas.

• As champagnes da marca passam cerca de seis anos envelhecendo em suas respectivas garrafas antes de seguir para as prateleiras, isso é uma maneria de garantir mais longevidade ao produto. • A Maison possui apenas vinte hectares próprios de terroir em Champagne, mas são extremamente valorizados pois cada parte é ideal para um tipo de vinho. • Em agosto de 2015, em Nova York, houve o leilão de uma garrafa de champagne Krug de 100 anos que foi produzida durante a Primeira Guerra Mundial, a 1915 Krug Private Cuvée. Além de adquirir a bebida, o vencedor do leilão ganhou uma experiencia de dois dias pela Maison e seus vinhedos em Champagne, com direito a degustação de rótulos raros. Os lances começaram em US$ 15 mil, e foi arrematado por aproximadamente US$ 116 mil. • Lançado em 2015, o livro Krug & Potato possui dois volumes: Europa e Ásia, cada um com receitas e chefs típicos de cada região. A ideia da Maison era lançar o desafio culinário aos chefs participantes que deveriam unir ingredientes simples – como a batata – harmonizados com o requinte da champagne Krug.

Quando a arte da música encontra a arte da champagne Krug

Após diversas pesquisas, a Maison constatou que a audição está diretamente ligada com o paladar, um influenciando o outro. Nas experiências de degustação, a música pode contribuir para que seja um momento positivo ou negativo.

Baseando-se nesses dados, a Krug convida artistas renomados (pianistas, cantores de jazz e beat, entre outros) para produzir experiencias que conectem a arte da música com a arte da champagne, em shows intimistas, videoclipes e material publicitário.

Um dos artistas que fez parte do projeto é o Ozark Henry, músico e cantor belga que faz carreira desde meados de 2010. Em sua campanha publicitária, Ozark aprecia alguns de seus rótulos preferidos enquanto faz conexões emocionais com suas músicas aliando-as ao momento de composição.

Produtos

Uma mistura de Pinot Noir, Meunier, Chardonnay e mais uma seleção de 50 vinhos de safras datadas desde os anos 2000, o rotulo apresenta cor semelhante a um morango com aroma suave de groselha, cereja, cravo e ameixa amarela. A combinação resultou em um dos principais produtos da Maison, o Krug Rosé.

Outro produto com esplêndido sucesso é o Krug Grand Cuvée, que leva até 20 anos para que a produção de uma garrafa esteja concluída – sendo 6 anos dentro das adegas da Krug -, apresentando uma mistura de 120 vinhos vindos de aproximadamente 10 safras diferentes, e três tipos de uvas.

Entre outros títulos de destaque, podemos citar o Krug Vintage, Krug Clos du Mesnil, Krug Clos d’Ambonnay e a coleção Krug 1989.

Fontes: Krug Oficial, Revista Adega, Forbes.


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