• Por Malu Albertotti

Inovação, Design e Luxo


O Mercado de Luxo, não diferente dos outros segmentos, vem sofrendo uma grande pressão por parte dos consumidores por ações de inovação que envolvam, inclusive, a criação e o design de novos produtos. O que tem de peculiar quando falamos de mercado de luxo, é o desafio de desenvolver designs contemporâneos e atraentes, que conversem com a nova geração e, ao mesmo tempo, transmitam o DNA centenário que carrega toda história da marca.

Nesse contexto, um dos grandes desafios da indústria do luxo é acertar a mão entre inovação e continuidade de décadas de tradição. Os produtos precisam ter uma conexão atual, contemporânea, mas, ao mesmo tempo, não podem se desconectar da história e do DNA da marca. Os consumidores procuram algo diferente e inovador, mas não abrem mão de que o produto carregue a identidade consistente e icônica reconhecível daquela marca.

O setor de design de interiores de luxo e de artigos para casa tem sido uma das categorias de interesse de grandes marcas. A marca de moda italiana Gucci, por exemplo, trouxe a sua estética para as casas dos consumidores com o lançamento de uma linha de móveis e decoração. Em 2017, o diretor criativo Alessandro Michele imprimiu a sua personalidade também em itens de decoração de interiores, complementando as ofertas de estilo de vida da Gucci.

A francesa Christian Dior criou uma colecção de peças de decoração assinada por artistas como Peter Marino e Hubert Le Gall. Além de transmitir a paixão do seu fundador pela decoração, inovou e envolveu o consumidor em novas experiência de consumo com a marca.

A Moschino trabalhou em parceria com a Gufram para traduzir os seus icônicos símbolos e designs de moda em em objetos de decoração como um sofá em forma dos famosos lábios vermelhos exibidos pela marca, e até uma estante de livros inspirada na emblemática bolsa de jaqueta de motoqueiro da marca.

Com estratégias como essas, as marcas de luxo buscam expandir-se além de suas ofertas de produtos originais para crescer em novos mercados e atrair, tanto afluentes mais jovens, como consumidores mais tradicionais, apresentando produtos inovadores que ampliem o estilo e vida com a marca.

Para muitas marcas de luxo, seus produtos não são apenas produtos de design, mas obras de arte em si, muitas vezes podendo ser apreciados como objetos estéticos e não apenas como bem de consumo.

Texto publicado originalmente na revista Rio Arquitetura e Design, ano 5 edição 12


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